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Um olhar sob o Fast Fashion

Ultimamente, o que vêm deslumbrando os olhos das brasileiras nas vitrines é a grande chegada das centenas de fast-fashions importadas. Já citamos um pouco dessa competitividade aqui, mas o fator mais visado é o impacto dessas marcas na economia. Como essas lojas se mantém? O mercado brasileiro é garantia de sucesso?

Recentemente vimos o caso do encerramento (temporário?) da querida TopShop do Shopping Iguatemi em São Paulo. Rumores acusaram a franquia de reter uma dúvida de mais de um milhão de reais – causa apontada para o fechar das portas. Será que uma fast-fashion – mesmo que importada e “premium” – tem competitividade de mercado no país? Segundo dados da Texbrasil o segmento hoje retém 5,5% do PIB brasileiro, que alguns chamam até de “vírus que infectou a moda”.

O caso da TopShop, assim como a Forever 21, GAP e a última novata Cotton Up são casos de muita pesquisa, fidelização e divulgação das marcas. É preciso que seja feito uma forte presença de marca e divulgação de ponto de venda para que as franquias sejam reconhecidas. A pesquisa do público também é imprescindível, uma vez que ele que movimenta os lucro da marca. A assessoria da TopShop divulgou que a loja apenas mudará o ponto de venda dentro do próprio shopping, porém sem previsão de reinauguração.

O ponto de venda de uma fast-fashion em um centro comercial de público A precisa de uma comunicação e atenção especial, uma vez que esse público tende a não comprar com frequência nesse modelo de loja. A C&A, por exemplo, percebendo a movimentação constante de novas lojas internacionais chegando ao Brasil, inaugurou sua loja conceito justamente no mesmo Shopping, fazendo toda uma comunicação e estratégia de marcas diferenciadas para esse PDV.

Algo que intriga muito em tudo isso, é sua influência o mercado interno: comunicação, ações de marketing, precificação dos produtos. Na maioria das vezes, as fast-fashions internacionais oferecem um conceito “premium” por serem de fora, portanto seu preço é adequado ao valor agregado. Por muito tempo, esse foi um forte divisor entre as categorias dessa parcela do mercado: as lojas nacionais mantinham seu preço com valor inferior para atingir uma maior parte da massa, enquanto as lojas do exterior, se baseam em valor agregado da inovação das peças e sua qualidade. Hoje, as lojas tanto brasileiras quanto internacionais competem por uma mesma fatia de mercado, se adequando às inovações e aos preços. O produto interno hoje conta também com seu segmento premium, como por exemplo a nova frente de atuação da Riachuelo com suas parcerias, ou as mudanças dos PDVs da Renner.

Com toda a movimentação atual do mercado, é possível afirmar que todas as estratégias de entrada no país por novas marcas devem ser muito bem estudadas para que não sofram desfalque em caixa como já aconteceu com a MNG, por exemplo. Cada vez mais a oferta interna está acirrada e competitiva, mostrando também como o Brasil desenvolve fortemente o setor da moda se equiparando com o exterior. Nossa política tributária também dificulta o número de importações por seu custo, tornando cada vez mais essencial a produção interna, e gerando mais negócios.

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