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A grade de tamanhos brasileiro.

Um dos principais desafios da linha de produção de uma confecção hoje em dia é justamente sua tabela de medidas. Todas as tabelas devem seguir o biotipo de cada povo em cada país, por isso, em 1968 a ISO (órgão responsável por regulamentar padronizações) certificou que no Brasil, a medida da calça feminina seria sua medida de quadril, dividido por dois, subtraindo 8. Logo, uma mulher com 96cm de quadril usaria tamanho 40, e as demais medidas da peça seguiriam o padrão do biotipo.

Com a evolução dos povos, e mudança no estilo de vida, a ligação com o lifestyle e o tipo de corpo das pessoas é direto. Mudança de hábitos também significou mudança de biotipos em diversos países do mundo. Vendo uma dificuldade de mercado no Brasil, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) juntamente com a Abravest (Associação Brasileira de Vestuário) desenvolveu uma padronização básica das medidas em 2012, para que as marcas tivessem um guia básico para a modelagem e gradação de modelos.

Ainda assim, esse guia não era obrigatório. Cada marca possui sua tabela de medidas, de acordo com o biotipo do público-alvo. Mesmo que o Brasil tenha uma certa linearidade nas medidas das mulheres, ainda assim, existem diversas etnias e biotipos num mesmo país por sua construção multicultural. Isso, além de confusão, causa um grande desconforto para os clientes que até dentro de uma mesma marca, encontram tamanhos divergentes por diversas linhas de produção, ou fornecedores diversos – forte caso em lojas multimarcas.

O acordado entre a ABNT e a Abravest em 2012 era que as roupas viessem com as medidas do corpo em forma de uma nova etiqueta (como a de composição), para melhor orientar o usuário. Isso seria válido para as roupas tanto masculinas, como femininas e infantis.

Após essa tentativa em 2012, o SENAI decidiu retomar a empreitada em 2014, e fazer um estudo para regulamentar as normas de tamanhos no Brasil, de acordo com a maioria das proporções das mulheres – a maior dificuldade de constante nas modelagens. Segundo Roberto Chadad, presidente da Abravest, as importações também criam uma barreira por parte dos varejistas, que compram produtos da China que não são conferidos na alfândega por falta dessas normas.

As modelagens masculinas já seguem uma tabela fixa de medidas desde 2013, e as infantis desde 2009 segundo a CB-17 – que foi criada a partir de estudos do SENAI. A previsão é que em meados de 2015 haja uma proposta nova para padronizar os tamanhos das roupas femininas e plus size. Os benefícios – além de serem claros para os clientes – são também para os profissionais da área e marcas, que tem a partir de um guia regulamentado de medidas uma melhor competitividade no mercado, além de clientes mais confiantes e fiés aos produtos das marcas com bom caimento e melhor qualidade.

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