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O mercado plus size

Muito se fala não só sobre a grade de produtos, mas como a moda inclusiva cada vez mais está em foco no mercado – e na cabeça dos clientes. A moda plus size vem tomando uma boa fatia do mercado, com crescimento voraz em direção à um público carente de opções de produtos com qualidade há algum tempo. Grande parte das marcas não contava com esse crescimento, e via a fatia plus size como um simples nicho de mercado e não como uma boa parte dele. Atualmente, esse faturamento no Brasil representa 5% do total do setor, além de ter movimentado R$ 4,5 bilhões no último ano. Uma vez que 51% da população do país está acima do peso, a procura por novidades é constante e está em ascenção.

Ao contrário do que muitos pensam, o mercado plus size não nasceu apenas de uma gradação de modelos feitos a partir do tamanho 48 feminino. Há uma forte necessidade das clientes que buscavam um produto diferenciado que atendesse às suas demandas – tanto de estilo como principalmente de caimento e conforto. É uma criação que exige desafios, e uma modelagem que demanda precisão. Os cursos de especialização na área ainda são escassos e a maioria dos profissionais ativos possuem conhecimento de anos de mercado.

Para quem deseja investir nessa fatia muito promissora do mercado, as projeções no Brasil parecem otimistas. O público até cerca de cinco anos atrás era completamente carente de opções de marcas especializadas, e muitas clientes optavam por usar roupas masculinas ou unissex nessa escassez de produtos. Em 2006, 43% da população brasileira estava acima do peso, hoje 51% dessa população está dentro do quadrante segundo o Ministério da Saúde. Não só os hábitos brasileiros mudaram, bem como seu estilo também.

As lojas online para o público também tem ganhado destaque, como o caso do site “OLook” que recentemente inaugurou seu setor plus size. Com a necessidade de inovação, Helena Linhares – diretora criativa do site, diz que sentia uma necessidade do mercado de ter uma estimulação criativa no ramo, onde geralmente as clientes não contam com “roupas da moda”. Já Sylvia Sendacz, sócia-proprietária da Flaminga – um dos maiores e-commerces do ramo – comenta que as clientes também preferem uma experiência de compra online, do que o deslocamento até o ponto de venda, e o ato de trocar de roupas no provador que pode gerar constrangimento para algumas compradoras.

Com o boom das blogueiras do ramo, todo tipo de informação de tendências e it-peças em tamanhos plus size chegou a esse lado do continente. As mulheres pesquisam mais informação de moda, acabam procurando e investindo em peças diferenciadas, e que sejam inclusivas. Trabalhando com as tendências certas ao público e com modelagens condizentes às necessidades das clientes, as marcas do nicho estão fadadas ao crescimento e sucesso nos próximos anos no mercado brasileiro.

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