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Diretrizes econômicas para o varejo em 2015

O ano que começamos a nos despedir, 2014, foi um período de muitas turbulências e oportunidades. À medida que a Copa do Mundo gerou milhares de empregos Brasil a fora, a moda se encontrava em uma posição secundária, não levando ênfase numa lente mais abrangente de negócios. As marcas estabeleceram uma linha de budget reduzida para campanhas e produção tendo em vista esse grande movimento socio-cultural que atingiu o país por meio do futebol.

Algumas marcas como Pedro Lourenço e Riachuelo viram na Copa das Confederações, entretanto, uma oportunidade de negócio lançando então linhas licenciadas e esportivas em formato de coleção-cápsula para os jogos. Ainda assim, no segundo semestre do ano as empresas se mostraram mais otimistas, investindo em campanhas moderadas para divulgação de novas coleções e produtos. Mesmo com a oferta de turismo gerada por esse grande evento, muitas marcas do varejo de moda sentiram uma retração geral do mercado no qual o consumidor optou por investir menos em bens de consumo de vestuário e acessórios.

Segundo dados do IBGE, as vendas no comercial varejista cresceu 1% no mês de outubro. Um crescimento pequeno ainda, se comparado com o crescimento de 3,5% do setor de informática e comunicação. Com o histórico de 2014, as previsões dos principais empresários do ramo para 2015 é de uma política de contenção do crescimento. De acordo com o presidente da Riachuelo, Flavio Rocha, o ano que vem será um momento de consolidação no setor, mais favorável para investimentos do que para crescimento e ganhar mais partipicacão ativa no mercado. Medida de segurança também tomada pela Cia. Hering, que em nota para imprensa, disse reduzir o ritmo de abertura de lojas em 2015 para garantir maior investimento nas unidades já abertas.

Em suma, 2015 ainda não deu sinais suficientes de ser um ano para aventuras. O presidente da empresa de pagamentos Cielo, Romulo Dias, vê na nova política de reajuste feito pelo Banco Central da táxa básica de juros uma oportunidade para controle da inflação “remédio necessário para trazer inflação para centro da meta”, uma vez que essa medida encarecerá a linha de créditos – influenciando diretamente o consumo.

As indicações para os varejistas de moda é que a projeção de produção seja feita com base nos eventos desse ano – sem extrapolar – pois a visão para aumento de produção ainda não é aconselhável. O consumidor brasileiro no geral está passando por uma fase de contenção de gastos que deve se estender ainda no ano por vir. É um momento de retração e propício para investimento na própria empresa, reavaliação de processos e custos no geral.

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